
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Edson Fachin, defendeu neste domingo (25) o respeito à vontade popular expressa nas urnas e a busca por diálogo entre os Poderes após a conclusão das eleições de 2026. Em nota oficial, Fachin afirmou que o período pós-eleitoral exige “serenidade, responsabilidade e compromisso com o País” e destacou a necessidade de preservar o equilíbrio institucional.
“A República se fortalece quando reconhece e respeita a soberania popular, fundamento da legitimidade democrática e expressão da cidadania”, afirmou Fachin. Na nota, o presidente do STF não mencionou o nome do presidente reeleito ou o parabenizou.
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Fachin cobra respeito às competências de cada Poder
Ao abordar a relação entre as instituições, Fachin ressaltou que os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário devem atuar de forma independente e harmônica.
Segundo ele, o respeito recíproco, o diálogo institucional e a fidelidade às competências constitucionais são fundamentos para a atuação dos Poderes.
“Mesmo diante de divergências, é nos limites da Constituição que devem buscar as respostas, preservando o equilíbrio entre os Poderes e a integridade do Estado Democrático de Direito”, declarou.
Na nota, Fachin afirmou que o Supremo continuará a exercer suas atribuições com “independência e imparcialidade”.
“O Supremo Tribunal Federal, consciente de sua responsabilidade institucional, continuará a exercer suas atribuições com independência, imparcialidade, e fidelidade à Constituição”, escreveu.
Flávio não reconhece resultado e vai pedir anulação da eleição
O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou, em pronunciamento feito por volta das 22h40 deste domingo (25), que não reconhece o resultado do segundo turno e que vai pedir a anulação da eleição. A decisão do candidato do PL ocorre em razão da decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que prorrogou por duas horas o período de votação.
O senador classificou a medida como “inaceitável” e disse que não reconhece o resultado eleitoral nas circunstâncias em que o pleito foi realizado. “É impossível reconhecer o resultado das eleições no contexto como essas coisas aconteceram”, disse.
Flávio Bolsonaro salientou que a decisão foi tomada às 17h01, quando Zanin determinou a extensão do horário de votação. O senador criticou a atuação do ministro, que, segundo ele, não integra o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e acusou o magistrado de interferir nas atribuições da Justiça Eleitoral.
“Um ministro da Suprema Corte, pela primeira vez na história, ex-advogado do Lula, dá uma canetada a pedido de um ex-sócio dele, e muda a regra do jogo no meio do jogo”, declarou.

















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