A ida do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para os Estados Unidos tende a contribuir para unir a bancada do Partido Liberal (PL) no esforço de eleger Rogério Marinho (PL-RN) presidente do Senado, em 2027.

Nos bastidores do Congresso Nacional, interlocutores próximos das lideranças da oposição entendem que as medidas impostas contra Flávio Bolsonaro pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), evidenciaram entre os parlamentares a percepção de interferência do Judiciário na independência do Senado.

O movimento do ministro também foi classificado em Brasília como perseguição política e entendido como um recado velado aos senadores: medidas judiciais monocráticas podem ser usadas contra qualquer um deles.

Nesse sentido, os senadores de direita pretendem convencer os colegas dos partidos do Centrão de que o projeto de reeleição de Davi Alcolumbre (União-AP) significa a continuidade da fragilidade do Senado diante dos desmandos do STF.