Ontem, neste espaço, mostramos como Lula já prometeu, logo em seu primeiro discurso ao vencer o segundo turno da eleição presidencial, mais quatro anos de censura, especialmente por meio da eufemisticamente chamada “regulação das mídias sociais”. Também mostramos que, mesmo tentando fazer acenos ao Congresso e aos setores da sociedade que não lhe deram seu voto, Lula e o PT não estão sinceramente empenhados em uma reconciliação nacional, mas apenas em recrudescer a perseguição aos que lhes são contrários. Este cenário preocupa muitos brasileiros, e com razão: o fim das liberdades e garantias individuais é um perigo ainda maior para a nação que qualquer crise econômica – também já contratada por Lula após um terceiro mandato de irresponsabilidade, agravada pelas centenas de bilhões de reais das bondades eleitoreiras.

O futuro, no entanto, não está inscrito em pedra. Será aquilo que formos capazes de fazer dele. Não nos entreguemos ao desânimo e, como consequência, ao desinteresse pela coisa pública. A batalha precisa recomeçar, e muito do que virá adiante dependerá da atitude dos brasileiros que não desistirem de um Brasil rico, um Brasil seguro e um Brasil decente.

Especial responsabilidade cabe aos atuais senadores e a todos os parlamentares que tomarão posse em fevereiro, muitos deles eleitos graças à insatisfação do brasileiro não só com Lula e com o PT, mas com os desmandos do Supremo Tribunal Federal. Da firmeza, da consciência histórica e do compromisso desses parlamentares com a própria palavra vai depender que o Brasil não se afunde de maneira quase que irreversível, e que comecemos a colocar os meios para uma verdadeira mudança de rumo.