O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães (PT), afirmou no sábado (31) que a família Bolsonaro se tornou um “fardo político” para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A declaração foi publicada nas redes sociais após o secretário de Estado americano, Marco Rubio, negar que o governo dos EUA tenha participado diretamente dos preparativos para a saída do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) do Brasil.
Guimarães afirma que a relação entre Trump e os integrantes da família do ex-presidente Jair Bolsonaro começa a provocar desgaste político nos Estados Unidos. O ministro também questionou o uso de estruturas do governo americano para acolher os Bolsonaro.
“A pergunta que incomoda Trump vem do próprio eleitorado: por que o governo Trump alega não ter recursos suficientes para garantir saúde à população, mas utiliza sua estrutura para acolher uma família estrangeira cercada de denúncias graves envolvendo corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas?”, escreveu o ministro.
Guimarães afirmou ainda que a relação entre o governo americano e os Bolsonaro “começa a gerar questionamentos dentro dos EUA e se transforma em mais um problema político para Trump”. Na publicação, ele utilizou as hashtags “DeportTheBolsonaros” e “DeportTheBolsonarosNOW”, defendendo a deportação da família.
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A manifestação do ministro ocorreu depois de Marco Rubio afirmar que o governo americano não teve participação direta na saída de Flávio Bolsonaro do Brasil.
No mesmo dia, Trump declarou que não tinha planos de se encontrar com o senador na Flórida. O presidente, porém, afirmou que Flávio havia sido tratado “muito mal” e que era bem-vindo nos Estados Unidos.
As declarações ocorreram após a viagem do senador, acompanhado da mulher, Fernanda Bolsonaro, e das duas filhas do casal. Flávio deixou o Brasil na terça-feira (27), após o resultado da eleição presidencial.
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Saída ocorreu após ordem judicial sobre passaportes
A viagem aconteceu em meio a medidas judiciais relacionadas ao senador. A Polícia Federal pediu a apreensão dos passaportes de Flávio sete minutos depois de o Tribunal Superior Eleitoral anunciar o resultado da eleição presidencial, em 25 de outubro, às 21h09.
O pedido foi avalizado pelo ministro Alexandre de Moraes, que determinou a apreensão dos documentos e proibiu Flávio de deixar o país.
O resultado oficial do segundo turno foi de 64.256.232 votos (51,79%) para Lula e 59.826.041 votos (48,21%) para Flávio Bolsonaro.
O senador deixou o Brasil alegando perseguição e afirmando ser alvo de possíveis ações ilegais por parte do Supremo Tribunal Federal. A viagem e as declarações de autoridades americanas ampliaram a repercussão política do caso. José Guimarães relacionou o episódio às eleições legislativas de meio de mandato nos Estados Unidos, previstas para este início de novembro. O ministro petista disse que a proximidade entre Trump e os Bolsonaro pode gerar questionamentos entre eleitores americanos, diante do debate sobre recursos públicos e prioridades do governo.

















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