O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes usou suas redes sociais para sinalizar incômodo com a condução das eleições por seu colega de Corte, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nunes Marques. Na publicação, feita na noite desta segunda-feira (2), o decano não mencionou nomes ou episódios, mas direcionou sua crítica à suposta demora em uma decisão de Nunes Marques que teria feito com que o ministro Cristiano Zanin prorrogasse o período de votação.

Gilmar afirmou que é necessária a “postura de árbitro equidistante” por parte de “quem está na condução do órgão que organiza o pleito”. Ao aprofundar a crítica, argumentou que “silêncios e hesitações não são neutros”, podendo abrir margem para “decisões contraditórias” ou atuação de outras instâncias para “suprir, pelas vias próprias, o que poderia ter sido resolvido desde a origem e servir de pretexto a quem insiste em atacar um sistema eleitoral íntegro e confiável”.

“Foi o colegiado do Tribunal Superior Eleitoral que assegurou que a disputa transcorresse dentro das regras do jogo democrático. […] Desta vez, a colegialidade cumpriu seu papel. A solidez do processo eleitoral, contudo, não pode depender apenas da força do colegiado”, diz a publicação.

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