A candidatura que a direita prepara para a Presidência do Senado em fevereiro de 2027 busca fortalecer-se com compromissos públicos. Rogério Marinho (PL-RN), o candidato com mais chances nesse campo político, quer transformar a cobrança de eleitores em engajamento e em obstáculo a deserções.

Para evitar perdas de votos com acordos de bastidores articulados por Davi Alcolumbre (União-AP), atual presidente da Casa e candidato à reeleição, a estratégia visa expor desde já o posicionamento dos senadores e a cédula deles no mesmo dia de votação em plenário.

O desafio do PL, do Novo e de aliados de outros partidos de centro-direita é derrotar a tríplice aliança entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e Alcolumbre, que opera intensamente após as eleições presidenciais.

A esquerda apoia a recondução de Alcolumbre, que resiste a abrir processos de impeachment contra ministros. A parceria entre Executivo e Judiciário serve aos projetos de manutenção de poder, via anulação de prerrogativas do Legislativo.