
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, determinou nesta quarta-feira (4) que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste, no prazo de 15 dias, sobre o indiciamento de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e de outras 14 pessoas. Em outra decisão, o ministro deu o mesmo prazo para que a PGR opine sobre a prorrogação do caso Dark Horse.
No dia 28 de outubro, a Polícia Federal apresentou o primeiro relatório parcial sobre o suposto esquema bilionário envolvendo o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB).
Atualmente, a condução do caso está a cargo de Fachin, que afastou temporariamente o ministro André Mendonça da relatoria em razão da crise interna entre os magistrados da Corte.
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A corporação também pediu mais tempo para concluir a investigação. Diante disso, caberá à PGR avaliar tanto a prorrogação das apurações quanto os pedidos e providências apresentados pelas defesas dos investigados.
Caso Dark Horse
Em 16 de outubro, a PF solicitou mais 90 dias para investigar supostas irregularidades no financiamento do filme Dark Horse, sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O presidente da Corte enviou o pedido para análise da PGR nesta quarta (4).
O caso Dark Horse surgiu em maio de 2026, após o site The Intercept Brasil revelar gravações nas quais o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) conversava com Vorcaro sobre aportes financeiros de até R$ 134 milhões para a cinebiografia do pai.
O senador confirmou a solicitação de apoio financeiro, mas negou irregularidades. Pelo menos R$ 61 milhões teriam sido repassados para a produção. O inquérito foi aberto em julho, a pedido da PF e com parecer favorável da PGR.

















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