Há alguns meses venho perguntando a executivos por que uma empresa, mesmo vendo vantagens em um novo fornecedor, recusa até um teste. Eu esperava ouvir preço, qualidade, contrato ou dificuldade operacional. Encontrei algo menos apresentável. Ninguém quer ser a pessoa que autorizou o fracasso.

Não é impressão. Um estudo publicado na Harvard Business Review, com mais de 2,5 milhões de conversas, mostrou que entre 40% e 60% dos negócios se perdem não para outro fornecedor, mas para a indecisão do comprador, a insegurança e o medo de errar.

Quando dá certo, a empresa tomou uma boa decisão. Quando dá errado, alguém, curiosamente, recupera a autoria e passa a responder por “aquela ideia”. O crachá reaparece na hora exata.

O contribuinte brasileiro não quer um Estado gratuito. Quer apenas deixar de ser tratado como idiota por um Estado caro e ineficiente. O sócio que lhe foi imposto cobra sua parte antes de saber se houve lucro, não comparece para dividir o risco e, qualquer que seja o desempenho, não pode ser dispensado