
O deputado federal Hélio Lopes (PL-RJ) decidiu recorrer à cúpula do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), formada pelo presidente Nunes Marques e pelo vice-presidente André Mendonça, para pedir o acompanhamento do vazamento das mensagens entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Os ofícios foram enviados nesta quinta-feira (14).
“Diante dos recentes episódios de vazamentos de informações sigilosas relacionadas a investigações de elevada repercussão política e institucional, venho manifestar profunda preocupação quanto aos riscos que tais práticas podem representar para a estabilidade democrática, para a normalidade do processo eleitoral e para a própria credibilidade das instituições públicas brasileiras”, diz o parlamentar.
Hélio argumenta que cabe ao TSE não apenas assegurar a segurança no processo de votação, mas também preservar o “equilíbrio institucional” e a “integridade das investigações, da segurança das informações submetidas ao Poder Público e da proteção contra eventual instrumentalização política de procedimentos sigilosos”. Com isso, ele pede rigor na apuração dos responsáveis por entregar o conteúdo à imprensa.
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Nas mensagens de áudio divulgadas pelo The Intercept, Flávio chama Vorcaro de “irmão” e pede que o banqueiro faça repasses para a produção do filme Dark Horse, uma cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) escrita pelo deputado federal Mário Frias (PL-SP) e estrelada pelo ator americano Jim Caviezel.
Logo após as divulgações, o parlamentar foi questionado por um jornalista, a quem chamou de militante, negando o patrocínio. Mais tarde, o filho mais velho de Bolsonaro divulgou uma nota em que confirma, mas nega irregularidades nas conversas. Por meio de um vídeo, Flávio defende a instauração da CPI do Master e chama a atenção para a ausência de recursos públicos na obra.
Na direita, a revelação serviu de gatilho para que o ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) alegasse coerência ao tratar o fato como “imperdoável”. Em reação, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) chamou o posicionamento de “vil” e oportunista, trazendo ao debate uma doação de R$ 1 milhão por parte do pai de Vorcaro, Henrique Vorcaro, ao diretório estadual do Novo em Minas Gerais. A doação consta na prestação de contas de 2022 da sigla. No mesmo ano, o primo de Vorcaro, Felipe Cançado Vorcaro, doou R$ 50 mil para a campanha de Lucas Gonzalez (Novo-MG) ao cargo de deputado federal.

















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