
O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) acionou, neste domingo, o plano emergencial que reduz a geração de energia no Brasil para evitar que haja uma oferta muito superior à demanda. Esta é a primeira vez que o plano é acionado desde a aprovação, pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), do Plano Emergencial de Gestão de Excedentes de Energia na Rede de Distribuição, em novembro do ano passado. As informações são do site Poder360.
Em ocasiões como feriados prolongados, alguns fins de semana e festas de fim de ano, indústria e comércio reduzem suas atividades e, consequentemente, o consumo de energia. Quando essas datas coincidem com dias de sol e temperaturas amenas, o consumo nas residências também cai, enquanto a geração de painéis solares aumenta drasticamente, desequilibrando o sistema por excesso de oferta. Isso ocorreu, por exemplo, no Dia dos Pais de 2025: às 13 horas daquele domingo, 40% da energia gerada no país vinha dos painéis solares; para que não houvesse uma sobrecarga e um apagão, os servidores do ONS tiveram de desligar algumas usinas hidrelétricas, solares e eólicas. Foi com base nessa experiência que o Plano Emergencial de Gestão de Excedentes foi desenhado.
A ativação do plano, embora tenha ocorrido hoje, foi determinada e anunciada no sábado. Segundo a nota do ONS publicada pelo Poder360, o órgão “solicitou a redução dos recursos da geração centralizada, que estão sob sua responsabilidade”, mas isso não foi suficiente para eliminar o risco de excesso de oferta de energia, e por isso o ONS “acionou as distribuidoras para que reduzissem a geração sob sua área de concessão, uma vez que o Operador não possui controle sobre essas fontes”. De acordo com o Poder360, 12 concessionárias realizaram cortes na geração: CPFL Paulista, Cemig, Energisa MT, Copel, Neoenergia Elektro, Celesc, Equatorial Goiás, Energisa MS, Neoenergia Coelba, RGE, EDP Espírito Santo e Neoenergia Pernambuco.
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