
A Polícia Federal rejeitou formalmente, nesta quinta-feira (11), a segunda proposta de delação premiada apresentada por Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A decisão foi comunicada ao Supremo Tribunal Federal (STF).
A informação foi revelada pela revista Veja e pela Folha de S.Paulo nesta noite. Segundo apuração da Folha, assim como ocorreu na primeira rejeição, a PF considerou que o empresário não apresentou informações novas em relação ao que já foi descoberto ao longo da investigação.
A autoridade policial já havia rejeitado a primeira proposta de delação no dia 20 de maio. Vorcaro ainda segue negociando um acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR).
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Primeira prisão de Vorcaro e saída de Toffoli da relatoria do caso Master
Vorcaro foi preso pela primeira vez em 18 de novembro de 2025. Na ocasião, ele ficou detido na Superintendência da PF, em São Paulo, antes de ser transferido Centro de Detenção Provisória de Guarulhos.
Cerca de 10 dias após a prisão, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) concedeu um concedeu um habeas corpus ao empresário. A desembargadora Solange Salgado substituiu a prisão preventiva por medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica.
O Ministério Público Federal (MPF) recorreu contra a soltura de Vorcaro. Já a defesa do banqueiro pediu que o caso tramitasse no STF. A reclamação dos advogados foi relata pelo ministro Dias Toffoli, que acatou o pedido.
Toffoli conduziu o inquérito de dezembro de 2025 até 12 de fevereiro deste ano, quando foi substituído pelo ministro André Mendonça. A saída de Toffoli ocorreu após a PF encontrar menções ao ministro no celular de Vorcaro.
Mendonça determinou segunda prisão de Vorcaro
Em 4 de março de 2026, Mendonça atendeu a um pedido da PF e determinou a segunda prisão preventiva de Vorcaro. Inicialmente, ele ficou detido no Complexo Penitenciário de Potim (SP), mas foi transferido para a Penitenciária Federal, em Brasília.
No dia 19 de abril, Mendonça autorizou a transferência do empresário para a Superintendência da PF, também na capital federal. A troca de unidade prisional foi um dos primeiros passos para uma possível delação.
Proposta de delação insuficiente
No dia 6 de maio, a defesa de Vorcaro apresentou a primeira proposta de delação premiada à PGR e a investigadores da PF. As informações, no entanto, não foram consideradas suficientes pela autoridade policial.
Um dia após a entrega da proposta, a PF deflagrou a quinta fase da Operação Compliance Zero, que teve como alvo o senador Ciro Nogueira (PP-PI).
A nova fase indicou que a investigação poderia avançar independentemente da delação. Segundo apuração da coluna de Malu Gaspar, no jornal O Globo, o empresário não mencionou o senador na ocasião.
Além do senador, a operação também mirou Felipe Cançado Vorcaro, primo do empresário, que foi preso temporariamente após tentar fugir em um carrinho de golfe durante uma diligência em Trancoso (BA).
No dia 14 de maio, Henrique Moura Vorcaro, pai do banqueiro, foi preso na sexta fase da operação. A nova etapa da investigação focou nas suspeitas de ameaça e coação de desafetos de Vorcaro através do grupo conhecido como “A Turma” e a ocultação de patrimônio relacionadas ao fundo de investimentos Reag.
















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