
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) convidou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes para “tomar um café” após um evento realizado nesta quarta-feira (29) no Palácio do Planalto.
No final da cerimônia, Moraes abraça a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, e estende a mão para cumprimentar Lula, que fala algo. Ele se aproxima para ouvir melhor e o presidente faz o convite: “Vamos tomar um café?”.
Moraes concorda com a cabeça, aponta para o lado e a primeira-dama o conduz para outro local. O momento foi captado pela transmissão ao vivo do canal oficial de Lula no YouTube, mas o áudio do momento foi divulgado pelo portal Metrópoles. Veja a partir dos 42min e 10s:
Em julho de 2025, o chefe do Executivo promoveu um jantar com integrantes do STF após os Estados Unidos aplicarem o primeiro tarifaço contra o Brasil. Moraes havia sido sancionado pelo governo de Donald Trump com a Lei Magnitsky.
Na ocasião, também participaram do encontro o então presidente da Corte, Luís Roberto Barroso (hoje aposentado), Gilmar Mendes, Cristiano Zanin, Flávio Dino e Edson Fachin.
O café desta tarde entre os dois ocorre em um cenário semelhante ao do ano passado. Na semana passada, os EUA aplicaram duas novas tarifas sobre produtos brasileiros, que juntas podem chegar a até 37,5%.
Apesar de ter sido retirado da Magnitsky em dezembro, existe a expectativa de que o ministro volte a ser sancionado pelo governo Trump. O governo americano citou que decisões do Judiciário brasileiro seriam um dos motivos para a nova tarifa de 25%.
Em resposta, o presidente do STF, Edson Fachin, disse que as divergências entre Estados devem ser conduzidas pelos canais diplomáticos, “jamais por iniciativas que possam ser interpretadas como forma de constrangimento ao exercício da jurisdição constitucional”.
Durante a cerimônia, Lula sancionou a lei que institui o Pix Pensão, pagamento automático da pensão alimentícia por Pix. Moraes participou do evento como presidente em exercício do STF.
O ministro relatou sua experiência como promotor de justiça de família na década de 90, observando que pouco mudou em 40 anos quanto à resistência de pais em pagar pensão alimentícia.
O ministro criticou a “carga de misoginia” envolvida, onde o pai prefere a prisão civil a pagar o valor, alegando falsamente que a mãe gastaria o dinheiro consigo mesma e não com o filho.
Ele garantiu que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) trabalhará com o Banco Central para implementar rapidamente a reserva mensal direta em conta bancária.

















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