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Onda de calor causa 1,3 mil mortes na Europa

Em uma semana, mais de 1,3 mil pessoas morreram em decorrência da onda de calor que atinge a Europa. Países como Alemanha, França, Itália e Reino Unido registraram temperaturas recordes nos últimos dias, ultrapassando os 40 graus Celsius em alguns locais.

Somente na França, a agência de saúde pública informou neste domingo (28) que foram observadas mil mortes acima do esperado devido às altas temperaturas. O fenômeno afeta principalmente os maiores de 65 anos (85% dos casos), ao mesmo tempo em que cresceram 40% as mortes em domicílio. O governo francês já havia alertado que os “efeitos sanitários” ainda estão por vir nos próximos dias.

Na Alemanha, o município de Kubschütz, no leste do país, registrou na noite de sábado para domingo uma temperatura de 29,4 graus, a maior da história durante as horas noturnas, segundo o Serviço Meteorológico Alemão. Na véspera, um recorde histórico de temperatura havia sido registrado ao medir 41,5 graus no município de Möckern.

Seis pessoas morreram nos últimos dias no Reino Unido, a maioria delas enquanto tomavam banho em áreas de águas abertas para se refrescarem. Na sexta-feira (26), foram registrados 37,3 graus Celsius na localidade de Santon Downham, a temperatura mais alta já medida em um mês de junho no país.

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Europa é o continente que aquece mais rapidamente, alerta OMS

Em uma publicação na rede social X, o diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom, destacou que a Europa é o continente que mais rapidamente aquece na Terra, registrando um aumento de temperatura duas vezes superior à média global.

“Impulsionado pelas mudanças climáticas e pelo aquecimento global, o fenômeno da onda de calor considerada ‘única em uma geração’ ocorre agora quase anualmente. Fomos alertados”, afirmou. Classificando o fenômeno como “assassino silencioso”, ele ainda ressaltou que as residências, locais de trabalho e escolas da Europa não foram construídos para suportar temperaturas tão altas.

A OMS, segundo Tedros, tem incentivado os países a “implementar planos de ação de saúde relacionados ao calor, como parte de uma agenda mais ampla de proteção da saúde contra as mudanças climáticas.”

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