A Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão, na manhã desta quarta-feira (8), na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em Brasília. A operação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após permitir que o político continue cumprindo a pena de prisão em regime domiciliar humanitário.
De acordo com informações do advogado João Henrique de Freitas, que assessora Bolsonaro, e confirmadas pela Gazeta do Povo com fontes a par da investigação, o mandado buscava armas, munições, acessórios e documentos de registro. Ele afirma que a defesa do ex-presidente já havia informado previamente o paradeiro de todas as armas que Moraes determinou a apreensão.
“Nada foi encontrado. É lamentável que um ex-Presidente da República ainda seja submetido a esse tipo de ação”, afirmou em uma rede social. Já o advogado Paulo Cunha Bueno, que comanda a banca de defesa de Bolsonaro, ainda não se pronunciou sobre a operação.
A reportagem procurou a Polícia Federal e o STF para se pronunciarem sobre a operação e aguarda retorno.
VEJA TAMBÉM:
-

Filme sobre trajetória política de Bolsonaro recebe registro da Ancine
Um dos filhos de Bolsonaro, o ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL-SC), criticou a operação classificando-a como uma “tortura” e que “ninguém aguenta mais tanta perseguição, injustiça e tortura”.
Moraes determinou a apreensão de todas as armas registradas em nome de Bolsonaro e a revogação de seu registro de CAC (Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador). Inicialmente, a decisão mencionava 11 armas, entre pistolas, carabinas e espingardas, além da Glock encontrada com um militar que fazia a segurança do ex-presidente.
Em resposta, a defesa de Bolsonaro sustentou que há inconsistências na contagem do arsenal, apontando que o ex-presidente possui, na realidade, dez armas, e não onze, porque uma das pistolas Glock já havia sido apreendida anteriormente pela Polícia Civil do Distrito Federal.
Também informou que duas armas já estavam sob custódia da Polícia Federal e outras oito permaneciam armazenadas pelo Batalhão de Polícia do Exército.
Posteriormente, o Exército informou não ter localizado duas armas registradas em nome de Bolsonaro: uma pistola Glock e uma espingarda. A defesa esclareceu que a Glock já estava apreendida pela Polícia Civil e que a espingarda se encontra em uma empresa importadora de materiais bélicos em Caxias do Sul (RS), para manutenção ou procedimentos relacionados ao armamento – essas explicações foram encaminhadas ao ministro Alexandre de Moraes.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) e o STF ainda analisam os esclarecimentos apresentados pela defesa e a documentação encaminhada pelos órgãos de segurança.
















Leave a Reply