
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (22) que o Brasil tem “condições de sair fortalecidos” após o novo tarifaço imposto pelos Estados Unidos. O petista destacou que “há males que vem para o bem” ao anunciar R$ 18,5 bilhões para socorrer as empresas afetadas pelas tarifas.
“Todos nós, desde que entendemos as primeiras palavras, ouvimos a frase ‘há males que vêm para o bem’. Na política, costuma-se dizer que toda vez que aparece uma crise ‘a sociedade sempre encontra um jeito de sair mais forte’”, disse o presidente no lançamento da terceira fase do Plano Brasil Soberano.
“Na economia, nós também provamos que, ao invés de ficar chorando, precisamos encontrar saídas”, acrescentou. Lula afirmou que o governo americano achava que “o mundo ia ruir” com imposição de tarifas, mas a medida fez com que os países aprendessem “a se mexer” e buscar outros parceiros comerciais.
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Segundo ele, o Brasil tentou negociar com os EUA, mas não encontrou reciprocidade. “Ninguém vai ganhar do Brasil mentindo. Nós estamos na mesa de negociação, já mandamos vários documentos e propostas, eu pessoalmente fui aos Estados Unidos, […] a gente nunca encontrou reciprocidade na conversa”, enfatizou.
O presidente ponderou que o tarifaço não aumentará o antagonismo do Brasil aos EUA. “Isso vai aumentar o nosso antagonismo aos EUA? Não, não vai, porque a gente não vai sair da mesa de negociação. Eles que digam que não querem negociar, porque estamos lá sentados à mesa, fazendo proposta toda vez e desafiando eles a provarem que tinham alguma razão em taxar o Brasil”, disse.
Lula reforçou que o Brasil “vai ganhar” o embate das tarifas, pois é deficitário em relação aos EUA. “Não vamos ficar chorando o produto que não vendemos para eles, porque vamos procurar outros compradores”, afirmou.
A nova etapa do programa será viabilizada por uma medida provisória. A linha de crédito terá R$ 13,5 bilhões do Tesouro Nacional, mais R$ 5 bilhões disponibilizados pelo BNDES.
Em nota, o governo afirmou que os recursos poderão ser utilizados para capital de giro, aquisição de bens de capital, investimentos produtivos, inovação tecnológica, adaptação de produtos e processos, além de prospecção e abertura de novos mercados.
Lula também sancionou o projeto de lei oriundo da MP que criou as linhas de financiamento do Plano Brasil Soberano. O Congresso ampliou o alcance do programa, incluindo setores como agricultura, pecuária, mineração e cooperativas.
O programa também atenderá empresas prejudicadas por conflitos internacionais, especialmente aquelas que exportam para países do Oriente Médio.















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