Imagine chegar para votar para presidente e receber na rua a cédula impressa pelo próprio partido ou candidato. Durante décadas, isso fez parte das eleições brasileiras.

A cédula oficial fornecida pela Justiça Eleitoral na seção de votação, hoje uma obviedade quando se pensa no período anterior à urna eletrônica, ainda não existia no formato que seria adotado para a disputa presidencial de 1955.

A mudança ocorreu há exatamente 71 anos, em 30 de agosto de 1955, quando a Lei 2.582 instituiu a cédula única de votação para presidente e vice-presidente da República.

Havia um detalhe que tornava a experiência ainda mais ousada: faltavam apenas 34 dias para a eleição que levaria Juscelino Kubitschek à Presidência.