O arcebispo de Aracaju, em Sergipe, Josafá Menezes da Silva, estabeleceu regras para o uso de inteligência artificial (IA) nas comunicações arquidiocesanas. As diretrizes, dirigidas a padres, diáconos, ministros leigos e todo o povo de Deus da Arquidiocese de Aracaju, são baseadas em documentos do magistério da Igreja sobre dignidade humana, comunicações e uso de tecnologia.

Os principais recursos utilizados por Menezes são a mensagem para o 60º Dia Mundial das Comunicações Sociais e a encíclica Magnifica Humanitas, ambos do Papa Leão XIV, sobre a salvaguarda da pessoa humana na era da inteligência artificial; o documento Antiqua et Nova, uma nota conjunta do Dicastério para a Doutrina da Fé e do Dicastério para a Cultura e Educação da Santa Sé, assinada pelo Papa Francisco, sobre a relação entre inteligência artificial e inteligência humana; e uma reflexão do Padre Doriano Vincenzo De Luca, chefe do serviço de comunicações sociais da Arquidiocese de Nápoles, na Itália.

“O ponto de partida para toda a reflexão da Igreja sobre inteligência artificial é a defesa incondicional da dignidade da pessoa humana”, explicou o arcebispo de Aracaju. O prelado destacou que a nota Antiqua et Nova “coloca a dignidade humana no centro do discernimento sobre inteligência artificial e nos lembra que a tecnologia deve ser guiada pelo bem da pessoa e da sociedade” e que “a inteligência humana deve orientar o uso da tecnologia em prol do ‘autêntico bem da pessoa'”.

Portanto, “à luz das diretrizes do magistério da Igreja e com o objetivo de orientar o discernimento sobre o uso adequado das ferramentas de inteligência artificial, garantindo o respeito ao princípio da dignidade humana ao ‘preservar rostos e vozes’, e assegurando que essas ferramentas sirvam como auxílio em vez de substituir o trabalho responsável que somente um ser humano pode realizar, estabelecemos” certas diretrizes no território da Arquidiocese de Aracaju, disse o bispo.