A decisão do ministro Flávio Dino de autorizar o terceiro inquérito contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, colocou nas mãos do próprio magistrado uma peça capaz de alterar os rumos de toda a investigação, segundo análise de especialistas ouvidos pela reportagem.

Isso porque, além de abrir uma nova frente para apurar suspeitas envolvendo o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Dino determinou uma apuração paralela sobre o vazamento de informações sigilosas do caso, tema que também já mobiliza o ministro André Mendonça.

Analistas ouvidos pela Gazeta do Povo alertam que, a depender da interpretação de Dino sobre os vazamentos, o processo investigado pode ser parcialmente travado.

A hipótese mais grave, segundo analistas, é Dino avaliar que os vazamentos de provas ou dados sensíveis foram ilegais, podendo fazer com que o processo em andamento trave por completo ou se prolongue a perder de vista.