A badalada transição energética brasileira, que, como em outros países, se baseia na proliferação descontrolada de fontes geradoras solares e eólicas, enfrenta um virtual “eclipse” causado pelo excesso de geração solar, agravado pela popularização das placas solares em residências e imóveis comerciais, a chamada mini e microgeração distribuída (MMGD).

Como observa uma reportagem do Brazil Journal (21/08/2026), a capacidade instalada em placas solares em telhados e miniusinas em todo o país já supera 51 gigawatts (GW), e o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) estima que pode haver outros 14 GW – potência equivalente à geração da usina hidrelétrica de Itaipu – em geração solar “invisível”, não cadastrada nos sistemas das distribuidoras.

O problema é que todas essas instalações solares atingem o pico de geração simultaneamente, no início da tarde, o que sobrecarrega a rede, sem que o ONS tenha condições técnicas para controlar essa geração

O problema forçou o ONS a preparar um mecanismo de emergência para cortar automaticamente a produção dessas fontes em situações em que a geração supere o consumo e possa provocar apagões, como já ocorreu no Brasil e em outros países às voltas com problemas semelhantes.