O empresário Ricardo Faria, fundador da Granja Faria, alcançou a 10ª posição no ranking da Forbes de 2026. Com um patrimônio estimado em R$ 35,1 bilhões, o executivo viu sua fortuna crescer quase 80% em apenas um ano. A trajetória, que começou com a venda de picolés na infância, hoje se consolida como a maior do setor de agronegócio no Brasil, impulsionada por aquisições e expansão global.

Quem é o empresário conhecido como Rei do Ovo?

Ricardo Castellar de Faria é um empresário de 51 anos que construiu sua fortuna no agronegócio, especificamente na avicultura. Embora tenha nascido no Rio de Janeiro, ele cresceu em Santa Catarina, onde começou a empreender ainda criança vendendo picolés e frutas. Após desistir de cursar medicina para estudar Engenharia Agronômica, ele fundou a Lavebras, uma rede de lavanderias industriais que foi vendida por cerca de R$ 1,3 bilhão em 2017. Esse capital, somado à experiência com clientes da área de alimentos, permitiu que ele focasse na expansão massiva da produção de ovos no Brasil.

Como a Granja Faria se tornou uma gigante do setor?

Fundada em 2006, a Granja Faria focou inicialmente em atender grandes frigoríficos como a Perdigão. Ao longo dos anos, Ricardo Faria adotou uma estratégia de crescimento baseada em escala, que é quando uma empresa aumenta muito sua produção para reduzir custos e dominar o mercado. Com a aquisição de outras empresas e a abertura de novas unidades, a companhia se transformou na maior produtora de ovos comerciais e férteis do Brasil. Atualmente, possui 34 unidades produtoras e cerca de 2,7 mil funcionários, alcançando a marca expressiva de 16 milhões de ovos produzidos por dia.

Qual foi o papel da internacionalização no aumento da fortuna de Faria?

A criação da holding Global Eggs, sediada em Luxemburgo, marcou o início de uma expansão internacional agressiva. Nos últimos dois anos, o grupo adquiriu a espanhola Hevo e a norte-americana Hillandale Farms, esta última em uma operação bilionária. Essas movimentações permitiram que a empresa atingisse o controle de mais de 45 milhões de aves espalhadas por três continentes. Em março deste ano, a venda de uma participação minoritária para um fundo de investimentos avaliou a companhia em US$ 8 bilhões, o que explica o salto expressivo no patrimônio líquido do empresário na lista da Forbes.