A empresária Karina Ferreira da Gama, alvo da operação da Polícia Federal sobre o financiamento do filme Dark Horse, afirmou ter sofrido pressões para fechar um acordo de delação premiada. Ela preside o Instituto Conhecer Brasil (ICB) e é proprietária da Go Up Entertainment, produtora responsável pela cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O documento, composto por sete páginas e registrado em cartório no último dia 3, foi obtido e divulgado pela CNN Brasil nesta quinta-feira (10). Karina disse ter recebido três contatos entre maio e setembro de 2026 nos quais a colaboração premiada foi apresentada por interlocutores como uma alternativa para evitar “complicações” judiciais ou operações policiais. Ela não anexou provas dos contatos no registro oficial.

A empresária afirmou que, em maio, o empresário Fernando Sarney, filho do ex-presidente José Sarney, teria dito a ela que é próximo do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, relator do caso, e que poderia apoiá-la juridicamente caso tivesse interesse em delatar.

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