O contrato firmado em janeiro de 2024 entre o Banco Master e o escritório Barci de Moraes, da advogada Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro Alexandre de Moraes, previa honorários de R$ 3 milhões líquidos por mês durante três anos. Com os tributos indicados no documento, o valor bruto mensal chegava a R$ 3.646.529,77, totalizando R$ 131.275.071,72 em 36 meses.

Novas informações do contrato também mostram que ele não se restringia à criação de uma política de compliance para o Banco Master. Previa também a realização de consultoria e atuação junto a órgãos como a Polícia Federal e o Supremo Tribunal Federal (STF)

O documento tornou-se público após ser anexado aos autos do caso Master, sob relatoria do ministro André Mendonça no STF. Mendonça determinou a divulgação depois de o presidente da Corte, Edson Fachin, pedir o levantamento do sigilo das informações relacionadas a Alexandre de Moraes e ao banqueiro Daniel Vorcaro, em meio à crise entre os ministros.

A prestação dos serviços jurídicos foi interrompida em novembro de 2025, quando o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Master.