O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou neste sábado (12) o levantamento do sigilo dos autos da investigação que apura um possível esquema de destinação e desvio de recursos públicos, com destaque para emendas parlamentares federais e verbas da Prefeitura de São Paulo. A apuração envolve também o financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Dino determinou ainda quebras de sigilo bancário de empresas consideradas suspeitas e da produtora do filme, Karina Gama. Ela nega irregularidades e disse não ter tido contato com recursos repassados ao fundo criado para a realização do filme.

Ao analisar o material encaminhado pela Vara Estadual das Garantias de Organizações Criminosas e Lavagem de Bens, Direitos e Valores de São Paulo, Dino afirmou que se fortaleceu a hipótese de conexão entre diferentes frentes de investigação. Segundo o ministro, os elementos apontam para um possível esquema de destinação e desvio de recursos públicos envolvendo emendas parlamentares federais e recursos da Prefeitura de São Paulo.

A investigação sobre Dark Horse que tramitava em São Paulo foi remetida ao STF por determinação de Dino, após pedido da Polícia Federal (PF). O material inclui documentos, dados e elementos apreendidos pela Polícia Civil paulista durante a apuração.