A Offshore Northern Seas (ONS) é uma conferência da indústria petrolífera que se realiza a cada dois anos em Stavanger, cidade da Noruega considerada a capital do petróleo do país. A edição deste ano, ocorrida entre 24 e 27 de agosto, reunindo quase 70 mil participantes de 92 países, reforçou a dupla tendência à retomada do interesse pelo petróleo e gás natural e ao recuo da equivocada transição energética baseada no seu recuo, que já se manifestava antes do retorno de Donald Trump ao governo dos EUA e ganhou um forte impulso com ele.

Em Stavanger, a abertura de novas fronteiras exploratórias, como o Ártico, o Alasca e a Margem Equatorial Brasileira, recebeu o devido destaque, em meio às turbulências geopolíticas que têm impactado os preços dos hidrocarbonetos e aos crescentes questionamentos à viabilidade das tecnologias de redução de emissões de carbono. Além disso, várias empresas manifestaram a intenção de voltar a pesquisar e explorar o Mar do Norte, revertendo a tendência das últimas décadas, influenciada por políticas governamentais e estratégias empresariais baseadas no bizarro conceito de “carbono zero líquido” (net zero).

No evento, representantes de majors petroleiras manifestaram as dificuldades crescentes para viabilizar comercialmente tecnologias badaladas pelos defensores da transição energética, como hidrogênio “verde”, captura de carbono (CCS, na sigla em inglês) e eólicas offshore.

Entre eles, como registrado pelo sítio especializado em energia Eixos, o CEO da francesa TotalEnergies, Patrick Pouyanné, foi enfático: