A defesa de Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, pediu que o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, defina quem deve analisar os pedidos de liberdade apresentados pelo investigado no caso Master. Caso entenda que a remessa do processo à Presidência transferiu também essa competência, os advogados pedem que Fachin revise a prisão preventiva, com possibilidade de revogação, substituição por medidas cautelares ou concessão de prisão domiciliar humanitária em razão da gravidez da esposa e dos cuidados com o filho de dois anos.

De acordo com a petição protocolada nesta quinta-feira (17), a mudança da relatoria do processo, que saiu das mãos de André Mendonça, ocorreu sem que pedidos anteriores por liberdade fossem analisados, deixando em aberto quem seria o responsável pela decisão. No sistema do Supremo, Mendonça ainda consta como relator, o que, para a defesa, torna “a peculiaridade ainda mais evidente”.

A mudança de relator ocorreu como uma das medidas de Fachin para tentar arrefecer a crise no Supremo. Além dela, uma petição do caso das fraudes no INSS e a petição com o relatório sobre as relações entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro também foram capturadas.

Zettel foi preso preventivamente em março de 2026, apontado pela Polícia Federal (PF) como um dos operadores financeiros do esquema liderado por Vorcaro. Ele seria um dos responsáveis por operacionalizar, jurídica e financeiramente, os pagamentos e repasses de dinheiro a mando do banqueiro.