A bicicleta elétrica ganhou espaço nas cidades brasileiras, mas a velocidade com que o modal chegou às ruas começa a criar um desafio para o trânsito: como fiscalizar veículos que, dependendo da categoria, não têm placa e não exigem registro, licenciamento ou Carteira Nacional de Habilitação (CNH)?

Mais de 850 mil bicicletas elétricas e outros veículos elétricos leves já circulam pelo país, segundo a Aliança Bike. O avanço tem sido acompanhado por conflitos com pedestres, ciclistas e motoristas, além de ocorrências relacionadas à circulação irregular, excesso de velocidade e desrespeito às regras de trânsito.

Em Curitiba, o Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran) da Polícia Militar do Paraná afirma ter percebido aumento no fluxo de bicicletas elétricas e equipamentos de mobilidade individual autopropelidos. As ocorrências estão associadas a colisões em cruzamentos, interseções, acessos e situações de travessia, além de conflitos em áreas compartilhadas.

Entre 2024 e o primeiro semestre de 2026, foram registrados 419 acidentes envolvendo bicicletas elétricas na capital paranaense. Foram 165 em 2024, 169 em 2025 e 85 nos primeiros seis meses deste ano.