A investigação sobre as relações entre Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, e autoridades dos Três Poderes avançou nos últimos meses com buscas, apreensões, análise de celulares, mensagens e documentos, porém, um ponto permanece parcialmente protegido: o acesso integral às movimentações financeiras de autoridades com foro por prerrogativa de função.

Segundo fontes a par das investigações, a Polícia Federal (PF) pediu ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), o acesso a informações financeiras que o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) havia deixado de fora dos relatórios por envolver pessoas com foro.

A Gazeta do Povo apurou que seriam quase 40 pessoas nessa condição. O pedido foi encaminhado ao então relator do caso, em março de 2026, mas não havia sido analisado quando parte significativa do processo teve o sigilo derrubado neste mês.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) afirmou que não havia sido informada sobre a existência desse pedido. Para investigadores, o cenário mais claro neste momento é que as quebras dos sigilos, ao menos de parte deles, só devam ser efetivadas após o primeiro turno das eleições, que ocorre em 4 de outubro.