Reeleito presidente do Brasil para um inédito 4º mandato, Luiz Inácio Lula da Silva tem a chance – e o dever – de fazer um governo melhor que os três anteriores. Mas para isso Lula terá de resolver um problema que ele mesmo criou.

Se mantiver tudo que prometeu na campanha, o Lula vai gastar mais R$ 400 bilhões por ano, dinheiro que, hoje, não se sabe de onde ele vai tirar. A Coluna analisou os índices dos resultados oficiais do TSE e constatou que o presidente cresceu, em média, de sete a nove pontos em todos os estados, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) apenas de dois a três pontos.

A votação de Minas Gerais, 2º maior colégio do país, surpreendeu as duas campanhas – e deu a vantagem ao petista. Soma-se a isso a menor abstenção e os indecisos, que podem ter migrado para o presidente da República. No staff de Flávio, o que mais se comenta é que o canal de André Janones espalhou fake news e atrapalhou muito, fazendo o candidato ter que usar a mídia para se defender.

Grande trapalhada

O Judiciário mais uma vez se meteu na eleição e piorou a situação. Série de erros dos ministros envolvidos levou à maior indefinição eleitoral da história do Brasil, em pleno século 21. Presidente do TSE, o ministro Kassio Nunes Marques já sabia desde 13h30 de relatos e reclamações do PT sobre a suposta falta de ônibus nas ruas de Salvador e São Paulo. E nada, nada fez. O ministro Cristiano Zanin, do STF, atropelou o TSE e melou tudo.