A virada de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições 2026 passa por uma série de fatores que, quando conectados, ajudam a explicar o avanço que selou o quarto mandato dele como presidente da República. Menor abstenção, menos votos brancos e nulos e crescimento em estados-chave formaram a conta da vitória petista.

Lula teve um avanço expressivo de votos de um turno para outro. Foram 10,4 milhões a mais. Isso ao mesmo passo em que Flávio também cresceu, mas em menor medida: foram 3,7 milhões de votos extras para o senador. No cômputo geral, o presidente reeleito abriu 4,4 milhões de votos no segundo turno.

Uma das principais preocupações da campanha petista era convencer o eleitor que não votou no primeiro turno a comparecer às urnas no último domingo (25). O movimento foi iniciado nas redes sociais e liderado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) e seu canal “Exército do Lula”.

O resultado foi a menor abstenção em 20 anos, batendo 19,22%, contra 21,08% do primeiro turno. Isso significa que foram adicionados 2,9 milhões de votos só de eleitores que não haviam comparecido nas urnas em 4 de outubro.