O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, determinou nesta terça-feira (27) o arquivamento de investigações ligadas ao inquérito das fake news contra o pastor Silas Malafaia, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e declarou a extinção da punibilidade do jornalista e escritor Guilherme Fiuza.

Fachin afastou o ministro Alexandre de Moraes da relatoria do inquérito das fake news em 9 de setembro, após ele pedir autorização para investigar o ministro André Mendonça no processo. A solicitação foi uma reação após Mendonça levantar o sigilo de um relatório da Polícia Federal que revelou mensagens enviadas por Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, a Moares.

O embate entre os ministros mergulhou a Corte em uma crise sem precedentes. O processo principal (Inquérito 4871) tramita no STF há mais de sete anos para apurar a disseminação de notícias falsas e ataques à Corte. Há duas semanas, o ministro se reuniu com o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e cobrou agilidade para concluir o inquérito.

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