Na noite de terça-feira (27), autores, editores e convidados da Câmara Brasileira do Livro (CBL) ocuparam a Sala São Paulo para a entrega do 68º Prêmio Jabuti, com a São Paulo Chamber Orchestra no palco tocando, entre outras peças, Odeon, de Ernesto Nazareth. Fazia dois dias que Luiz Inácio Lula da Silva havia sido reeleito, e a plateia ainda reagia ao resultado.

A cerimônia durou pouco menos de três horas, e quase uma delas foi de discursos de autoridades. Na abertura, a presidente da CBL, Sevani Matos, disse que um prêmio de 68 anos continua relevante porque valoriza “a riqueza da pluralidade de vozes da literatura brasileira”.

A primeira menção direta a Lula veio mais tarde, da presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), Fernanda Pacobahyba, que lembrou a decisão do presidente de incluir em 2024 as bibliotecas públicas e comunitárias no Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD) Literário. A plateia respondeu com aplausos, gritos e o coro “Olê, olê, olá, Lula, Lula”.

A política voltou ao palco na entrega de Romance de Entretenimento. O baiano Ian Fraser, premiado por Cartografia para Caminhos Incertos, subiu dando vivas à democracia, de camisa vermelha estampada com o rosto de Lula. E, ao posar para uma foto com o estimado Jabuti em uma das mãos, decidiu levantar a outra para fazer o L.