Com Jair Bolsonaro em prisão domiciliar e Flávio Bolsonaro derrotado na eleição presidencial, a disputa pelo legado político do ex-presidente ganha novos contornos. A partir de 2027, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL-DF) deve ocupar posição central na representação política do clã.

Eleita senadora com quase 950 mil votos, ela chega ao Congresso com uma rede de alianças em diferentes estados e apoio expressivo de segmentos como mulheres, evangélicos e eleitores conservadores. A movimentação de Michelle ocorre em meio à reorganização do PL após a reeleição de Lula (PT) e à repercussão da saída de Flávio Bolsonaro do Brasil.

Na terça-feira (27), a ex-primeira-dama se reuniu com Valdemar Costa Neto, presidente nacional da legenda, para discutir o futuro do partido e os desafios que terá pela frente. O encontro ocorreu no mesmo dia em que Costa Neto convocou parlamentares para uma reunião de emergência após notícias de que Flávio havia deixado o país rumo aos Estados Unidos.

Ao divulgar uma foto com Michelle, o dirigente adotou um tom de unidade. “Seguimos unidos, com diálogo, responsabilidade e compromisso com o Brasil”, escreveu.