“A gente pensa que o homem pode ir andando para a frente. Pensa que o homem é livre … Não se vê a corda que o prende ao poço, que o prende, como um cordão umbilical, ao ventre da terra. Se dá um passo a mais, morre.” (Antoine de Saint-Exupéry)

Terminou mais um processo eleitoral nesse nosso arremedo de democracia e a direita, mais uma vez, saiu derrotada para o Executivo, e mais uma vez com um Bolsonaro a representando. Não quero aqui falar sobre as enormes controvérsias que permitiram essa catástrofe que foi a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, um dos maiores atrasos políticos de nossa história. Quero me ater ao futuro, ao que penso ser um caminho para a direita no Brasil, se quiser sobreviver ao populismo atávico que nos castiga ano após ano.

Quero lembrar o caríssimo leitor do que eu disse, num artigo publicado em 1.º de novembro de 2018, logo após o resultados daquelas eleições, e cujo título é “O que esperar dos governados por Bolsonaro”. Eu não tinha ilusões e, diante do que imaginava como seriam as coisas, afirmei que:

“O trabalho de refundação de uma civilização em frangalhos – como a nossa –, a reconquista de nossa liberdade interior, é longo, exige prudência, perseverança e, sobretudo, inteligência; não pode ser conseguido em quatro ou mesmo oito anos. Não é o resultado de uma eleição, ainda que favorável, que nos dará um país melhor, mas o esforço incansável de cada um de nós, a responsabilidade de cada indivíduo por dar o melhor de si para a reconstrução de nosso país, assolado por um populismo rasteiro e corrupto há décadas.”