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Cacau fecha em alta na bolsa de Nova York com aumento da oferta global

Na bolsa de Nova York, os contratos futuros do cacau encerraram a sessão desta sexta-feira (12) em alta. O vencimento para setembro avançou 1,84%, fechando cotado a US$ 3.868 por tonelada.

Apesar da valorização no fechamento, o mercado segue atento aos sinais de aumento da oferta global. Segundo informações do Barchart, os preços da commodity enfrentaram pressão ao longo da semana após novos dados indicarem maior disponibilidade do produto na Costa do Marfim, principal produtor mundial de cacau.

O país africano revisou para cima sua estimativa de recebimento de cacau nos portos, acrescentando mais de 260 mil toneladas ao volume projetado para a atual temporada. Dados acumulados mostram que os produtores enviaram 1,95 milhão de toneladas aos portos entre 1º de outubro de 2025 e 7 de junho de 2026, volume 18,9% superior ao registrado no mesmo período do ciclo anterior.

O crescimento dos embarques reforça as expectativas de uma oferta mais robusta no mercado global, fator que continua sendo monitorado pelos investidores.

Café

Os contratos futuros do café arábica encerraram a sessão em alta na Bolsa de Nova York. O vencimento para setembro avançou 1,26%, fechando negociado a US$ 2,53 por libra-peso.

O mercado deu continuidade ao movimento de valorização iniciado na véspera, sustentado pelas preocupações com o ritmo da colheita brasileira. As previsões climáticas indicam volumes expressivos de chuva nas principais regiões produtoras do país, o que pode dificultar os trabalhos no campo e atrasar a entrada da nova safra no mercado.

Segundo a empresa de monitoramento climático Vaisala, são esperadas precipitações de moderada a forte intensidade ao longo desta semana nas áreas cafeeiras do Brasil. Além disso, os modelos meteorológicos apontam que as chuvas podem persistir também na próxima semana, aumentando a atenção dos operadores quanto à oferta do produto.

Açúcar

Nesta sessão, o vencimento do açúcar para entrega em outubro recuou 0,77% na bolsa de Nova York, fechando cotado a 14,23 centavos de dólar por libra-peso.

A commodity seguiu pressionada por fatores externos. O fortalecimento do dólar reduziu a competitividade do açúcar negociado em moeda norte-americana, enquanto as perspectivas de um possível acordo provisório entre Estados Unidos e Irã alimentaram expectativas de maior fluidez no comércio da commodity no Oriente Médio.

Com isso, os preços em Nova York atingiram o menor patamar das últimas sete semanas, refletindo o aumento do apetite vendedor e a cautela dos investidores diante do cenário internacional.

Por outro lado, o mercado encontrou algum suporte nas novas projeções da consultoria Czarnikow. A empresa revisou sua estimativa para o balanço global de açúcar na safra 2026/27, reduzindo a previsão de superávit de 1,4 milhão de toneladas para um déficit de 10 mil toneladas. A mudança reflete a maior destinação de cana para a produção de etanol no Brasil, favorecida pelos preços mais elevados do petróleo no mercado internacional.

Algodão

O algodão com contrato futuro para entrega em dezembro fechou com ligeira alta de 0,08% e precificado em 76,42 centavos de dólar a libra-peso.

Suco de Laranja

Os contratos futuros do suco de laranja encerraram o pregão em baixa. O vencimento julho recuou 0,57%, fechando a US$ 1,64 por libra-peso.

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