O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) prestará depoimento às 14 horas desta terça-feira (28) na Polícia Federal (PF), no contexto da ação por suposta calúnia contra o presidente Lula (PT). O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes impôs a data após a defesa pedir mais tempo à PF, diante da dificuldade do parlamentar em encontrar um respiro em sua agenda para a oitiva.

A ideia de devolver o relatório final à PF para que Flávio tivesse a oportunidade de se retratar partiu do procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet. Ele lembrou que os crimes de calúnia e difamação admitem o pedido de desculpas, que isenta o acusado de uma punição. Ao concordar, Moraes deu dez dias para que o depoimento ocorresse.

Os advogados de Flávio argumentaram que não haveria motivo para pressa, uma vez que o suposto crime só prescreveria em janeiro de 2036, oito anos após a postagem em que o senador, ao comentar a prisão do ditador venezuelano Nicolás Maduro, diz que “Lula será delatado” e menciona uma série de delitos: “tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas”.