A decisão da Ucrânia de abrir mão de seu arsenal nuclear foi usada pelo candidato à Presidência pelo Missão, Renan Santos, como argumento para defender que o Brasil retome a discussão sobre uma bomba atômica. Durante entrevista concedida à Gazeta do Povo nesta segunda-feira (31), ele afirmou que o país precisa ampliar sua capacidade de dissuasão e se tornar uma potência militar e econômica, embora reconheça que um programa desse tipo não seria concluído em seu primeiro mandato.

“O Brasil vai precisar ganhar poder, ganhar força econômica e projeção. E aí, falando agora como presidente, eu tenho que chegar para algum dos blocos hegemônicos, seja o bloco ocidental americano, seja o bloco chinês, e avisar: olha, eu vou fazer a bomba atômica”, afirmou.

Para Renan Santos, a experiência ucraniana mostra os riscos de um país abrir mão de sua capacidade de dissuasão. A Ucrânia herdou armas nucleares após o fim da União Soviética, mas posteriormente renunciou ao arsenal. O candidato afirmou que o país ficou vulnerável diante da Rússia e citou a invasão russa como exemplo da importância de possuir meios próprios de defesa.

A proposta, segundo o candidato do Missão, não seria colocada em prática de forma imediata. Antes de avançar na questão nuclear, ele defende a reconstrução da capacidade militar brasileira, o fortalecimento das Forças Armadas, a proteção das fronteiras e a criação de uma zona econômica especial voltada à indústria bélica e de alta tecnologia em São José dos Campos.