
O regime do Irã afirmou nesta terça-feira (1º) que está disposto a voltar às negociações previstas no Memorando de Islamabad, assinado em junho com os Estados Unidos com o objetivo de estabelecer um caminho para encerrar a guerra entre os dois países, que na semana passada completou seis meses.
“Afirmo claramente que, se os EUA retornarem aos seus compromissos previstos no memorando de entendimento, a República Islâmica do Irã retribuirá imediatamente”, disse o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, durante a cúpula da Organização para Cooperação de Xangai, que está sendo realizada no Quirguistão, segundo informações da agência Reuters.
O Memorando de Islamabad foi assinado em junho para estender o cessar-fogo de abril e abrir um prazo de 60 dias para negociar um acordo de paz definitivo. Porém, disputas sobre a gestão do Estreito de Ormuz fizeram Trump declarar em julho que o memorando havia chegado “ao fim”, bem antes do encerramento do prazo de 60 dias para conversas.
Desde então, os dois países trocaram ataques pontuais, que foram interrompidos durante um mês porque os Estados Unidos decidiram trocar a pressão militar pela econômica para forçar Teerã a assinar um acordo.
Porém, entre domingo (30) e segunda-feira (31), forças americanas e iranianas voltaram a trocar ataques. O Irã disparou mísseis contra bases militares dos Estados Unidos na Jordânia e nos Emirados Árabes, em resposta a um bombardeio americano contra a ilha iraniana de Larak, no qual lançadores que disparavam minas em Ormuz foram atingidos.
Embora os ataques na Jordânia e nos Emirados Árabes tenham sido interceptados, Trump prometeu retaliação nesta segunda-feira, em entrevista à Fox News. “Vamos atingi-los com força. Haverá uma resposta”, prometeu.
Outra sinalização de que os combates poderiam ser retomados com força foi um vídeo de IA postado por Trump na rede Truth Social que mostrava a Ilha de Kharg, o principal polo petrolífero iraniano, sendo atacada.

















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