O Inquérito 4781, mais conhecido como o Inquérito das Fake News, é um dos procedimentos investigativos mais controversos e longevos da história do Supremo Tribunal Federal (STF) e do país. A apuração ganhou notoriedade por alterar ritos tradicionais do sistema acusatório brasileiro, concentrando no ministro relator papéis de investigador, vítima e julgador.

Agora, o presidente da Corte, o ministro Edson Fachin passou a relatar os próximos atos. Todas as decisões anteriores seguem sob o antigo relator, o ministro Alexandre de Moraes. O presidente pediu manifestações da Procuradoria-Geral da República e da Polícia Federal. Ele já disse que é sua intenção encerrar e foi criticado por Flávio Dino por isso.

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Origem e contexto

A abertura do processo ocorreu em 14 de março de 2019 por determinação do então presidente do STF, ministro Dias Toffoli. A medida fundamentou-se no artigo 43 do Regimento Interno da Corte, dispositivo que disciplina a apuração de crimes cometidos nas dependências do tribunal. A relatoria foi atribuída diretamente ao ministro Alexandre de Moraes por escolha de Toffoli, sem a realização de sorteio prévio ou distribuição por livre concorrência entre os demais integrantes do tribunal. Além disso, a investigação foi instaurada de ofício, dispensando a provocação inicial da PGR.