O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, afirmou, na abertura do julgamento desta terça-feira (15), que a sessão é necessária para proteger o tribunal e preservar a colegialidade e independência. Ele classificou o momento como “difícil” e citou os julgamentos do 8 de janeiro como um momento em que a Corte cumpriu sua “missão constitucional”, sendo alvo de incompreensão por isso.

“Recebemos um tribunal que atravessou crises, autoritarismos, ameaças e incompreensões. Em determinados momentos, esta instituição pagou um preço por permanecer fiel a sua missão constitucional, como fez ao julgar o 8 de janeiro de 2023”, disse.

O magistrado fez elogios aos 10 ministros, do mais novo até o mais antigo na Corte, ressaltando os antecessores de cada cadeira. Depois disso, ressaltou que é necessário “sensatez, decoro e serenidade” na condução do cargo. Ao tratar da memória do Supremo, disse que a Corte é alvo de “incompreensões” e citou os casos de 8 de janeiro como um exemplo.

“Não se julgam pessoas, julgam-se fatos e questões jurídicas. Não se antecipa o mérito antes de resolvida a validade processual. A divergência é legítima, o confronto pessoal, não. E a decisão pertence ao plenário, não a um ministro individualmente”, pontuou.