Enquanto a maioria das borboletas adultas vive apenas algumas semanas, um grupo encontrado nas florestas tropicais da América Central e da América do Sul desafia essa regra. Espécies do gênero Heliconius podem sobreviver por quase um ano e, mais surpreendente ainda, apresentam sinais muito reduzidos de envelhecimento ao longo da vida adulta.

A descoberta levou cientistas a investigar se esses insetos desenvolveram mecanismos biológicos capazes de retardar a senescência, o processo natural de deterioração do organismo com o passar do tempo.

Os resultados foram publicados na revista Nature Communications por pesquisadores da Universidade de Bristol, no Reino Unido, em parceria com o Smithsonian Tropical Research Institute, no Panamá.

Além de revelar uma expectativa de vida muito superior à de espécies aparentadas, o trabalho indica que algumas dessas borboletas parecem conservar suas capacidades físicas praticamente intactas durante o envelhecimento.