O deputado federal Mario Frias (PL-SP) afirmou neste sábado (12) que o patrocínio do Banco Master ao filme Dark Horse, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), não configura crime. “Patrocínio privado, por si só, não é crime. Para existir uma irregularidade, teria que haver alguma coisa a mais: uma promessa de ato de ofício, algum benefício oferecido em troca daquele dinheiro”, afirmou.

Em maio, Frias havia negado que Daniel Vorcaro, então dono do banco, tivesse financiado a produção, mas posteriormente mudou sua versão sobre a origem dos recursos e admitiu o patrocínio. Frias foi um dos alvos da Operação Make Up, deflagrada pela Polícia Federal (PF) e pela Controladoria-Geral da União (CGU) na quinta-feira (10), que investiga suspeitas de desvio de recursos de emendas parlamentares e apura se dinheiro das emendas foi usado para financiar o filme Dark Horse. Frias nega haver dinheiro público no filme.

Segundo Frias, as mensagens divulgadas entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e Vorcaro não indicam que o parlamentar tenha oferecido qualquer contrapartida ao empresário em troca dos recursos destinados ao filme. “Não há indicação de que Flávio Bolsonaro tenha oferecido qualquer ato de ofício a Daniel Vorcaro. Não há pedido de projeto de lei, por exemplo, não há promessa de benefício”, afirmou.

Frias comparou o patrocínio de Dark Horse a outros investimentos feitos pelo Banco Master, como os R$ 160 milhões destinados ao Caldeirão do Huck em 2025 e os R$ 300 milhões para o Atlético-MG, além do patrocínio ao 1º Summit Valor Econômico Brasil-USA. “Por que nesses casos não se criou toda esta narrativa?”, afirmou.