O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino falou em corrupção ao se voltar contra a captura de relatorias pelo presidente da Corte, Edson Fachin. Durante a sessão desta terça-feira (15), ele avaliou que este “é o momento mais corrupto da história do Poder Judiciário no Brasil”.

Para Dino, admitir que a Presidência tome casos de outros ministros seria abrir uma “avenida de comércio nos tribunais”. Ele se dirigiu ao presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Beto Simonetti, a quem disse ter respeito, para afirmar que “não existe venda de sentença sem advogado comprando”.

“Ora, se um presidente de um tribunal pode destituir um relator ao seu alvedrio, […] o resultado é um desastre. […] O relator do [caso] Master, sorteado, é o ministro André Mendonça. Eu até discordo da condução dele, […] mas discordo nos autos. Eu não posso tomar o processo dele, nem eu nem vossa excelência”, argumentou.

Dino entrou no embate por meio de um pedido do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, no caso Dark Horse. Andrei havia sido afastado por Mendonça, mas foi reintegrado. Dino argumentou que a decisão comprometeria investigações sob sua relatoria.