O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça citou o caso envolvendo a compra de um terno, utilizado para questionar sua atuação no caso Master. O site ICL Notícias divulgou mensagens em que o advogado Ciro Soares dizia a Daniel Vorcaro ter levado André Mendonça a uma alfaiataria de luxo para fazer um terno. Em sua defesa, o ministro apresentou documentos para comprovar que pagou com seus próprios recursos.

“Eu mesmo fui surpreendido, no curso dessas questões, com um advogado vendendo influência porque eu tinha ido comprar um terno. Eu tive que apresentar a nota fiscal, tive que apresentar a minha fatura de cartão de crédito de dois anos atrás, que tive que procurar, para dizer: não, [fui] eu que paguei minha roupa”, abordou.

A fala foi utilizada para argumentar que foi necessário apurar qual seria o destinatário das mensagens de Daniel Vorcaro com menções a Paulo Gonet, uma vez que o procurador-geral da República também só pode ter sua conduta apurada criminalmente em plenário.

Mendonça defendeu que seguiu todos os precedentes e afirmou que o aprofundamento foi necessário para se entender o contexto das conversas, uma vez que, caso tivessem sido dirigidas a um advogado, seriam comuns.