O Brasil construiu uma das agroindústrias mais competitivas do mundo. Em poucas décadas, nosso agro incorporou avanços em genética, nutrição, sanidade, automação, bem-estar animal e gestão que ajudaram a transformar o país em uma potência global na produção de alimentos. Mas uma nova variável começa a ganhar importância nessa equação: a velocidade. Não apenas a velocidade para desenvolver novas tecnologias, mas, principalmente, para incorporá-las às operações.

Durante muito tempo, os grandes saltos de produtividade do agro estiveram associados à capacidade de gerar e disseminar conhecimento. Pesquisa agropecuária, melhoramento genético, novas técnicas de manejo, mecanização e automação permitiram produzir mais, com maior eficiência e controle. À medida que as operações se tornaram mais complexas, os softwares de gestão passaram a integrar boa parte desses avanços.

Hoje, praticamente tudo gera dados. Granjas, frigoríficos, fábricas de ração, equipamentos, sistemas de qualidade e processos de rastreabilidade produzem informações que precisam ser organizadas, analisadas e transformadas em decisões. É justamente aí que surge um gargalo pouco visível.

Enquanto processos produtivos e tecnologias do agro avançam rapidamente, muitos dos sistemas responsáveis por gerenciá-los ainda dependem de ciclos relativamente lentos de evolução. Surge uma necessidade, solicita-se uma alteração, prepara-se um orçamento, aprova-se o investimento e entra-se em uma fila de desenvolvimento.