O juiz auxiliar Rafael Moreira Mota reviu seu posicionamento sobre a exibição da imagem do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), na campanha da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) ao Senado pelo Distrito Federal. Em uma liminar de quinta-feira (17), havia proibido Michelle de veicular uma propaganda nesses moldes. Nesta terça-feira (22), porém, ao analisar o mérito, liberou a exibição.

A ação foi proposta pela adversária petista da ex-primeira-dama, a deputada federal Erika Kokay (DF). Ela argumentou que mostrar Bolsonaro nas campanhas violaria a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes que proibiu a divulgação de “manifestos político-eleitorais”, inclusive por meio de terceiros.

Na liminar, o magistrado levou em conta tanto a decisão de Moraes quanto um precedente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) relatado pela ministra Estela Aranha, indicada pelo presidente Lula (PT). Na liminar, Aranha proibiu o deputado estadual Lucas Bove (PL-SP) de distribuir santinhos e espalhar wind banners com a foto de Bolsonaro. Para o magistrado, os casos seriam semelhantes.

“A composição da propaganda, portanto, transmite ao eleitorado a ideia de apoio de Jair Bolsonaro à candidatura da Representada. Ao menos neste exame inicial, a situação se aproxima daquela analisada pelo Tribunal Superior Eleitoral e indica possível divulgação, por terceiro, de manifestação político-eleitoral alcançada pela determinação do Supremo Tribunal Federal”, explicou.