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Magno Malta registra BO após acusação de agressão

O senador Magno Malta (PL-ES) registrou um boletim de ocorrência na delegacia eletrônica da Polícia Civil do Distrito Federal contra a técnica de enfermagem do hospital DF Star que o acusou de agressão.

“O comunicante relata que foi surpreendido com o registro de ocorrência policial em seu desfavor, no qual lhe foi imputada a prática de agressão física contra técnica de enfermagem, fato que não corresponde à realidade. Esclarece que não houve qualquer conduta dolosa ou agressão deliberada, sendo eventual reação decorrente exclusivamente do estado de dor intensa no momento da intercorrência médica”, diz o boletim de ocorrência.

O documento, com imagens em anexo, foi recebido pela delegada Brenda Limongi Freire neste domingo (3), que classificou a suspeita como lesão corporal culposa (sem intenção) e encaminhou o senador para o Instituto Médico Legal (IML), com o intuito de verificar, via exame de corpo de delito, a existência de um hematoma no braço direito.

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Falha em exame levou a interação alvo de acusações

A auxiliar de enfermagem de 27 anos prestou atendimento a Magno Malta para lidar com o extravasamento de um acesso que injetava contraste para a realização de uma angiotomografia. O parlamentar relatou que o evento causou “dor intensa, hematoma” e, de acordo com registros clínicos, “possível comprometimento vascular”.

“Em razão do quadro clínico, da dor aguda e do uso de medicação, o comunicante apresentou reação compatível com o sofrimento físico experimentado, sem, contudo, praticar qualquer ato de agressão física contra profissionais de saúde”, relata.

Além do exame, o senador pediu a perícia nos óculos da profissional — que teriam sido entortados com o suposto tapa —, a preservação de imagens das câmeras de segurança, depoimentos dos membros da equipe médica e cópia dos prontuários.

Malta está internado desde quinta-feira (30). Ele desmaiou a caminho do Senado, enquanto um homem que se identificou como vereador pediu apoio a uma proposta de emenda à Constituição (PEC). O episódio se soma a um histórico de problemas cardiovasculares, neurológicos e a um câncer na medula óssea.

A Gazeta do Povo entrou em contato com o hospital DF Star e com o Conselho Regional de Enfermagem do Distrito Federal (Coren-DF) para que comentem sobre o novo desdobramento do episódio. O espaço segue aberto para manifestação.

Coren-DF presta solidariedade à profissional e Malta nega agressão

Senador foi internado após desmaio a caminho do Senado. Senador foi internado após desmaio a caminho do Senado. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Logo após o ocorrido, o hospital DF Star emitiu nota para informar que instaurou uma apuração administrativa e que está prestando “todo o suporte à colaboradora que relatou ter sido vítima de agressão”.

Quem também prestou solidariedade à profissional foi o Conselho Regional de Enfermagem do Distrito Federal (Coren-DF). Para a entidade, “a violência sofrida por trabalhadores da saúde no exercício de suas funções ultrapassa qualquer limite aceitável e destaca um problema que não pode ser tratado como pontual”.

“O Coren-DF está acompanhando o caso e se coloca à disposição da profissional envolvida para oferecer o suporte necessário. O Conselho também orienta que situações de violência sejam formalmente registradas, para que as medidas cabíveis sejam adotadas pelos órgãos competentes”, conclui a nota.

Já o senador Magno Malta nega qualquer agressão desde o início. O parlamentar prometeu renunciar a seu mandato caso surja um vídeo que demonstre o suposto tapa.

Em sua visão, o episódio pode significar “alguma coisa armada, programada”, em reação ao veto do presidente Lula (PT) ao projeto de lei da dosimetria e à rejeição da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

A assessoria de imprensa de Malta também emitiu uma nota, em que repete que o parlamentar “reagiu ao quadro doloroso vivido naquele momento, e não contra qualquer profissional de saúde”.

“Causa estranheza que versões unilaterais tenham sido levadas ao espaço público antes da devida apuração interna, numa evidente tentativa de antecipar narrativas e transferir responsabilidades”, diz a manifestação.

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