
Ao mesmo tempo que articula a retomada da proposta para anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro, a oposição também nutre esperanças de que o Supremo Tribunal Federal (STF) mantenha a lei da dosimetria, suspensa pelo ministro Alexandre de Moraes. E a principal aposta para que isso se confirme está na postura de outro ministro, Luiz Fux.
“Tem algo mudando dentro do STF”. Quem afirma é o deputado Capitão Alden (PL-BA), em entrevista ao programa Sem Rodeios, da Gazeta do Povo, ao analisar a possibilidade de reduzir as penas decorrentes do julgamento do 8 de janeiro. Para assistir à íntegra da entrevista é só clicar no vídeo acima.
“O ministro Luiz Fux, por exemplo, começou a acompanhar votos de André Mendonça e Nunes Marques em julgamentos do 8 de janeiro. Isso indica que, até na Suprema Corte, cresce a percepção de que houve exageros e penas desproporcionais”, observa Alden. Com a decisão de Moraes, a validade da lei será discutida pelo plenário do STF, ainda sem prazo definido.
Apesar de defender a anistia geral, Capitão Alden não acredita que ela venha a ser aprovada com a atual composição do Congresso Nacional. “Votamos a dosimetria porque não podemos enganar as pessoas. Foi uma tentativa de trazer algum critério de justiça onde hoje impera a desproporcionalidade”, argumenta.
Base do governo está rachando e aliados começam a abandonar o barco
Ao analisar a situação no Congresso, Capitão Alden vê o governo Lula cada vez mais fragilizado. “Os aliados começam a abandonar o barco. Nos bastidores, o desgaste aumentou. Na prática, isso significa que a base do governo está rachando — aliás, já estava há muito tempo, mas agora os sinais são evidentes.”
Quem perde com a falta de articulação política, na avaliação do deputado, é o povo brasileiro. “As votações travam, a economia e a segurança pública param, e as pautas do Congresso entram em guerra política. O governo Lula hoje parece mais preocupado em apagar incêndios políticos do que em resolver problemas reais.”
















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