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Vereadora questiona “proteção” a deputado Renato Freitas, do PT

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa do Paraná vai analisar a decisão do Conselho de Ética da Casa que determinou a cassação do mandato do deputado Renato Freitas (PT) por ter se envolvido em uma briga na rua em novembro do ano passado.

A vereadora de Curitiba Tathiana Guzella (PL) foi autora de uma das 11 representações apresentadas contra o petista por causa do episódio. Ela participou do programa Café com a Gazeta, da Gazeta do Povo, e falou sobre a expectativa para o encaminhamento do processo. Clique aqui para assistir à íntegra da entrevista.

Tathiana lembrou que Freitas acumula uma série de denúncias de quebra de decoro e, inclusive, teve o mandato de vereador cassado em 2022 após fazer uma manifestação política dentro de uma igreja. A cassação foi revertida após ele recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF).

“Eu acredito fielmente que ele sabe que tem uma proteção no STF, porque na primeira vez em que foi cassado, a decisão foi revertida lá. Será que ele não está provocando tudo isso justamente por saber que será revertido no STF?”, questiona a vereadora, que também diz esperar que não haja “proteção” por parte dos deputados da CCJ.

“Um deputado não pode se sujeitar a brigar na rua; ele deve fugir da confusão e não fomentá-la. Pelas imagens, percebemos que ele fomentou a situação, estava junto com o seu assessor — ou seja, estavam em dois — e perseguiram a pessoa no quarteirão. Isso é um absurdo”, diz a vereadora sobre a briga na qual Freitas se envolveu.

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Freitas diz que direita usa o caso como “palanque eleitoral”

Em entrevista ao Portal Nosso Dia, o deputado Renato Freitas diz que não há unanimidade na CCJ sobre a sua possível cassação e acusa parlamentares de direita de estarem utilizando o caso para “palanque eleitoral”. “A direita está dividida e eles estão querendo dizer qual deles é mais rigoroso e quem vai tomar mais iniciativas para me ver cassado”, afirma.

Questionado sobre a possibilidade de reverter a cassação na CCJ, Freitas acredita que ela é mínima, porém, ainda vê chances de isso acontecer. “Tem uma possibilidade pequena, mas posso garantir que não procuramos ninguém para uma aliança pragmática.”

Ao longo do processo sobre a briga na rua, o deputado petista alegou que foi vítima de uma agressão planejada decorrente de uma “campanha orquestrada permanente de difamação e calúnia”.

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