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BDR da SpaceX estreia na B3 e poderá ser comprado por cerca de R$ 50

Os investidores brasileiros poderão acessar as ações da SpaceX a partir desta sexta-feira (12), quando a empresa de Elon Musk estreia simultaneamente na bolsa americana e na B3.

O BDR da companhia será negociado sob o código SPCX34 e poderá ser adquirido por valores entre R$ 50 e R$ 70, ampliando o acesso dos investidores locais à empresa de exploração espacial.

A SpaceX atua nos segmentos de tecnologia espacial, com negócios voltados ao desenvolvimento de foguetes, satélites e infraestrutura estelar.

O BDR da companhia passa a integrar a lista de recibos de empresas norte-americanas negociados na bolsa brasileira, ampliando as alternativas de diversificação para investidores locais.

Segundo a B3, o lançamento acontece no mesmo dia do IPO da SpaceX em Wall Street, considerado pela bolsa brasileira como o maior da história do mercado de capitais dos Estados Unidos.

A negociação do BDR poderá ser feita diretamente pelo home broker das corretoras brasileiras, da mesma forma que ações, ETFs e outros recibos de empresas estrangeiras listados na bolsa nacional.

Embora a ação da SpaceX tenha previsão de preço inicial de US$ 135, cerca de R$ 675, a estrutura do BDR foi definida com paridade de 1 para 15. Isso significa que cada ação negociada nos Estados Unidos corresponderá a 15 BRDs no Brasil, reduzindo significativamente o valor necessário para investir na companhia.

Para Luiz Masagão, vice-presidente de Produtos e Clientes da B3, a estreia do BDR reforça a estratégia de ampliar o acesso dos brasileiros a investimentos internacionais.

“Hoje, os brasileiros já podem dolarizar parte de seu portifólio com as mais conhecidas companhias globais de diferentes setores. Estamos ampliando o leque de opções para quem busca diversificação geográfica e exposição a empresas globais de inovação sem sair do ambiente da bolsa do Brasil”, afirma Masagão.

Os BDRs (Brazilian Depositary Receipts) são certificados negociados no mercado brasileiro que representam ativos emitidos no exterior.

O instrumento permite que investidores tenham exposição a empresas internacionais e ao dólar sem a necessidade de abrir conta fora do país, realizar remessas internacionais ou operações de câmbio.

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