O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, anunciou na manhã desta segunda-feira (22) que vai renunciar ao cargo.
Com o anúncio de Starmer, um novo líder deverá assumir o poder até o retorno do parlamento em setembro, abrindo caminho para nova liderança até setembro, em meio à instabilidade política no Reino Unido.
Menos de dois anos depois de ter conquistado uma vitória eleitoral esmagadora que prometia acabar com o caos na política britânica, Starmer afirmou que estava claro que o seu partido queria a sua saída.
Em seu discurso, ele afirmou que as indicações para substituí-lo seriam abertas em 9 de julho. No entanto, seu rival, Andy Burnham, é o favorito indiscutível.
“A pergunta que meu partido está fazendo agora é se sou a pessoa mais indicada para nos liderar nas próximas eleições gerais. Ouvi a resposta do meu grupo parlamentar a essa pergunta e a aceito de bom grado”, disse ele.
A pressão vinha aumentando há meses.
Uma fonte disse que Starmer já considerava seu futuro político no domingo (21), depois que a vitória decisiva de seu rival, Andy Burnham, nas eleições para o parlamento, levou mais ministros do Partido Trabalhista, que está no poder, a pedir sua renúncia.
A dimensão da vitória de Burnham para uma cadeira parlamentar no noroeste da Inglaterra na sexta-feira (19) aumentou a pressão sobre Starmer, com dezenas de parlamentares e alguns ministros pedindo em privado que ele estabeleça um cronograma para sua saída, a fim de abrir caminho para o ex-prefeito.
Nos últimos meses, a relação de histórica proximidade entre os Estados Unidos e o Reino Unido se deteriorou. O primeiro-ministro britânico Keir Starmer não apoiou de forma entusiasmada a causa da guerra no Irã e demorou para autorizar o uso de bases britânicas pelos Estados Unidos, o que irritou o presidente americano, Donald Trump.
*com informações da Reuters
*em atualização

















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